Após muitos anos longe de casa, Jacó retornou à sua terra temendo o reencontro com Esaú, seu irmão, de quem havia tomado a bênção paterna. Na noite anterior, lutou com um homem misterioso até o amanhecer. Ao final, recebeu dele o nome de Israel e declarou ter visto Deus face a face, chamando aquele lugar de Fanuel, que significa “face de Deus”. O homem feriu a articulação de sua coxa, deixando-o mancando. Esse encontro marcou uma transformação na vida de Jacó e em sua relação com Deus.
No dia seguinte, Esaú chegou acompanhado de quatrocentos homens, mas recebeu Jacó com abraços, beijos e lágrimas, e os dois se reconciliaram. Jacó estabeleceu-se em Siquém, onde ergueu um altar e invocou o Deus de Israel.
A tranquilidade, porém, foi interrompida quando Dina, filha de Jacó e Lia, foi violentada por Siquém, filho de um chefe da região. Para permitir o casamento, os filhos de Jacó exigiram que todos os homens da cidade fossem circuncidados. Enquanto eles se recuperavam, Simeão e Levi os atacaram e mataram, e os demais filhos de Jacó saquearam a cidade, levando seus bens e suas mulheres e crianças.
Diante do perigo provocado pela violência de seus filhos, Jacó recebeu de Deus a ordem de ir a Betel e construir ali um altar. Deus voltou a aparecer-lhe, confirmou sua mudança de nome para Israel e reafirmou as promessas feitas a Abraão e Isaac. Assim, apesar dos conflitos e das falhas de sua família, a promessa divina continuava a avançar por meio de Jacó e de seus descendentes.
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